Visitante nº

quarta-feira, 26 de maio de 2010

VOCÊ NA IDADE

A POETISA CORA CORALINA
Cora Coralina - poetisa brasileira - nasceu no Estado de Goiás, escreveu seu primeiro livro depois dos 70 anos.
A juventude de hoje, no amanhã será a velhice. Chegar nela, nos tempos atuais, não é coisa fácil, a gente vê a droga, a violência, o assassinato. A intranquilidade e a falta de segurança são manchetes do dia a dia.
Ao lembrar da poetisa Cora Coralina, escrevemos estes versos:
Bem tardinha,
Boquinha da noite,
No canto da Ave-Maria,
A pobre velhinha faz sua oração;
Coração saudade
Ai , ai, outrora
Tocava uma viola
No salão, casa de taipa
Conversa farta
A luz do candeeiro
Claridade duma vela
A lua de clarão
Iluminava o terreiro
Um vaga-lume ligeiro
Lançava pingos de luz
Se olhava pro céu
Contava-se estrelas
A moça pedia
Um rapaz em casamento
Foi embora a primavera
Murchou a flor
A velha que você olhou
Não carece de piedade
É a folha que o vento levou
Você na idade.

Poema de Osvaldo Abreu

CHICO XAVIER, VITÓRIA E ZEZÉ


Em 1968, o escritor brasileiro - JOSÉ MAURO VANCONCONCELOS - escreveu um livro MEU PÉ DE LARANJA LIMA, bem vendido em todo mundo e que se tornou novela e fime de sucesso.

É a história de Zezé, uma criança não compreendida pelos adultos. Ele fala no quintal de sua casa com o Pé de Laranja Lima.

O menino Zezé possui uma amigo o português Manuel Valadares, o Portuga.

Esta observação é nossa: Quando Zezé fala com o Pé de Laranja Lima, ali está presente um espírito invísivel que o menino não consegue enxergar.

Acredita-se que a história de Zezé é do próprio autor, de pais nordestinos que fogem para o Rio de Janeiro, buscando uma vida melhor. O autor nasceu em Bangu, viveu no Nordeste, Rio Grande do Norte.

Na infância de Chico Xavier ele fala com sua mãe que falecera e conversa com o espírito Emmanuel.

Chico Xavier e Zezé são crianças pobres.

Vitória, uma criança filha de milionário, que aos três anos vê e conversa com o Anjo Anástácia.

Não é fácil para uma criança está vendo o sobrenatural e os outros imaginando que é doidinha. Na idade média e em outros tempos, muitos foram enviados para o hospício por familiares, eles achando que uma mãe, uma irmão, um filho estava louco.

Vitória, um paradoxo, tinha tudo e nada tinha. Sonhava brincando com outras crianças, andando de pé no chão. Desejava não está sendo vigiada por guarda-de-segurança.

No Filme de Chico Xavier, surgiu em mim uma indagação: Viajar cedo ou tarde é coisa do destino? Vejamos:



JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS viajou aos 64 anos;

CHICO XAVIER com mais de 90 anos;

A PEQUENA VITÓRIA antes de completar 8 anos.


VOCÊ POSSUI A RESPOSTA?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

UM MINUTO SÓ, SUICIDA.

CRIANÇAS BRINCANDO DE RODA - Quadro de Thoma Der kinderreigen - 1872.

Um minuto só, suicida. Todos nós temos problemas. Se você acha que o dinheiro dinheiro vai resolver seus problemas. O que acha daquele milionário que perdeu sua pequena filha, ele daria tudo que possui para trazê-la de volta?
Um minuto só, suicida. Cristo orienta "ORAI E VIGIAI."
Um minuto só, suicida. Se o médico passou um remédio para a sua depressão, por favor, cumpra a prescrição médica.
Um minuto só, suicida. O sobrenatural existe. Deus deu ao homem o dom da vida. Você não vai querer ofender ao Senhor.
Suicida, seu filho está lhe chamando, ele grita:
- Te amo, papai, você é minha vida!
Suicida, não mate também seu filho.
Que bom! Você desisistiu.
O seu cachorro está latindo, o passarinho cantando, uma rosa brotou no jardim.
Sorria, JESUS TE AMA.
O surto foi embora, a vida é boa. Veja nas pequenas coisas: Uma criança a sorrir, um pássaro a cantar, uma semente a brotar.
Meu amigo, a vida não finda por aqui.
Você deixou de ser suicida, agora você é amante, sim, amante da vida!

sábado, 22 de maio de 2010

UM CÃO EM PARIS

O médium brasileiro Chico Xavier e sua cadela Boneca

Nas principais capitais do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, muitos cães são abandonados pelos seus ingratos donos. Um cão , um gato, uma criança precisam ser adotados. Para se conhecer o ser humano é preciso saber : se gosta de planta, criança e animal.
Quando me estive em Paris, não vi cães abandonados. Vi em bons restaurantes o cão ao lado de seu dono. Nas ruas de Paris, senhoras com um saquinho plástico limpando o que o animal expeliu.
Em terras brasileiras, as madames não devem deixar nas ruas as fezes de seus animais, afinal, uma criança abandonada pode pisar. Leis municipais devem regulamentar, com as devidas sanções.
Escrevemos UM CÃO EM PARIS no livro Corpo e Alma, pág. 22, edição esgotada:

UM CÃO EM PARIS

Um cão dialogando com o outro:
- Colega, que discriminação!
O nosso nome, às vezes, é pejorativo,
Quando o ser humano em discussão,
Conosco mostra-se esquivo.

O outro:
- Vê aquela briga
De um homem com uma rapariga:
Ele a chama de "cachorra"
E ela de "filho de uma fila."

O cão:
- Vou me embora pra Paris,
Lá a gente é mais gente,
Chamar-nos-ão "Nobre Clien."
Monsier amor por nós sente!

O outro:
- Se eu pudesse também me ia,
Estou chateado com o meu dono,
Vive rabugento, sarnento.
Não se cuida, dorme no abandono!

Poema de Osvaldo Abreu

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A VINGANÇA DO BOI


Todos às vezes que o boi via o fazendeiro, o coração do animal acelerava. Desde de bezerro que o animal sofria os maus-tratos. Agora, o boi já era adulto, mais de 25 arrobas. Tinha o pêlo negro. Na fazenda, quando o bicho avistava o seu dono, era um corre-corre, queria pegá-lo.

O vaqueiro Valdemar dizia:

- Patrão, vosmecê deve vender este animal, qualquer dia, o bicho lhe dá uma pontada

Argemiro respondia:

- Que nada, Valdemar, deixe este cão raivoso aí, gosto de ver ele brabo, me dá prazer.

Valdemar insisitia:

- Patrão, bicho é como a gente gosta de carinho e de ser tratado bem. Assim como a gente na alma do animal fica a tristeza, o sentimento. A gente tem que respeitar os animais.

- Valdemar, você é besta, onde já se viu animal com sentimento.

- Patrão, tem. O senhor pensa que todo animal é como o cachorro que a gente bate e depois vem de rabo balançando, se aproxima, perdoando.

- Você tem cada conversa doida.

- O tempo dirá, patrão.

Era domingo, Valdemar ainda ordenava uma vaquinha. O boi de pêlo negro se encontrava no curral. O bicho, como sempre, manso com o vaqueiro e bravo com o patrão.

O animal, quando percebeu a presença de Argemiro, começou a cavar o chão.

Argemiro pegou um ferrão, para se proteger do animal. Quando foi abrir a cancela, Valdemar gritou:

- Patrão, pelo amor de Deus! Não entre. Este boi pode lhe matar!

- Ser morto por um boi, onde já se viu?

De repente, Argemiro entrou no curral. O boi partiu em cima de seu dono, não respeitou o ferrão. O animal jogou o patrão no ar. O sangue jorrou pela barriga.

O fazendeiro gritou suas últimas palavras:

Ai, ai, ai, meu Deus! Bem que eu fui avisado!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

DIA DO DEFENSOR PÚBLICO


Hoje, 19 de maio, é o dia do Defensor Público. O nosso patrono é Santo Ivo. Ele nasceu na França - Kermartin em 17 de outubro de 1253 e faleceu no dia 19 de maio de 1303. Doutor em Teologia, Direito, Letras e Filosofia. Advogado dos pobres, órfãos e viúvas. Dizia ele:

"JURA-ME QUE VOSSA CAUSA É JUSTA E EU DEFENDEREI VOSSA CAUSA GRATUITAMENTE."


VEJA A HISTORIA DE DONA ZEFA DE SINHÁ E SEU FILHO:

Dona Zefa de Sinhá veio lá do sertão de Sergipe, município de Nossa Senhora da Glória, outrora tinha o nome de Boca da Mata, local visitado por Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião.
Trouxe também a Aracaju o pequeno Ananias, uma criança de cinco anos. O dinheiro que possuía mal dava para retornar a Glória.
Dinheiro para lanche, ai meu Deus! Pobre tem o dinheiro contadinho. Ainda bem! Que sua irmã Severina está bem melhor de uma tosse arranca pulmão. Zefa de Sinhá carregava umas folhas de arruda e dois dentes de alho, não perdeu tempo , logo que chegou na periferia de Aracaju, no bairro Lamarão, foi logo entrando no quarto da irmã, e tome reza e tome oração, fez pedido para Padim Ciço do Juazeiro, Nossa Senhora da Glória e também para o menino Jesus.
Pensava ela: "Pedir só a muitos, porque se um não tiver tempo, outro pode ter." Cinco dias depois , Severina estava saltitando só cabrita, anunciando chuva. Agradeceu a todos sem discriminação e sem privilégio.
Zefa, na região do sertão, era a rezadeira mais procurada. Deu bicho na ferida duma vaca, estava lá Zefa rezando. Cobrar não cobrava, mas se o sujeito desse qualquer coisa, qualquer coisa serve - assim dizia.
Zefa de Sinhá, eta sertaneja sincera no mundo de hoje. Dizia o que pensava. Xingava no momento de ira , um fio do cabrunco, fio da peste, fio da gota serena. Mas Zefa não era rancorosa, não guardava no peito, ainda levantado, mágoas.
Dizia: "Eu tenho que dizer o que sinto para lavar a alma."
Quando ia embora pra Glória, o pequeno Ananias:
- Mãe , quero mijar.
Zefa encaminhou Ananias ao sanitário da rodovia Luiz Garcia no centro de Aracaju.
O homem disse que Zefa tinha que pagar para o menino urinar.
Zefa respondeu:
- É a fia do cabrunco que paga, não eu.
Menino é como cachorro pode mijar em qualquer canto.
Zefa ainda:
- Meu fio, arreie o calção e mije aí.
O menino, na sua obediência, cumpriu o determinado por sua mãe.
Foi um alvoroço dentro da rodovia.
Veio até um cabo de polícia chamado Jesus.
E Zefa gritava alto:
- Meu dinheiro mal dá pra eu chegar em casa, vou pagar para uma criança mijar.
O sargento Diógenes resolveu o problema.
Mandou Zefa ir embora.
E, no ônibus, a sertaneja ia resmungando:
- Lugar de fio do cabrunco, tem que pagar para mijar.
Hoje dona Zefa pode voltar tranquila a Aracaju, porque na rodovia, na velha e na nova, o pobre mija e caga gratuitamente.
A DEFENSORIA PÚBLICA DE SERGIPE entrou com uma Ação Civil Pública , o pedido foi procedente.
E sabe quem foi o Defensor Público que requereu? Jesus. Há tantos Jesus por aí: cabo Jesus, pastor Jesus, padre Jesus, lavrador Jesus e o menino Jesus.
"SÓ JESUS SALVA."
"ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA" grita o coral da Igreja.
Tomara! Que apareça um jogador chamado Jesus, que faça o Brasil ganhar a Copa do Mundo na África do Sul. Senão dona Zefa de Sinhá há de dizer:

- Dunga, fio do cabrunco, quem disse que vosmecê é bom técnico, deixando o Ronaldinho Gaúcho de fora.

Osvaldo Abreu Mendes é Defensor Público em Sergipe. Poeta, escritor, radialista, doutorando em Direito na Universidad Nacional de Lomas de Zamora na Argentina.

sábado, 15 de maio de 2010

LA DOLCE VITA

O poema que escrevemos LA DOLCE VITA (A DOCE VIDA) nenhum relacionamento possui com o filme LA DOLCE VITA do cineasta italiano Federico Fellini. Excelente filme - drama. Que fora premiado em 1962 com o OSCAR, sendo indicado nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro original e melhor direção de arte.



LA DOLCE VITA


VIVER A CADA INSTANTE
COMO SE O AMANHÃ
FOSSE O INSTANTE DERRADEIRO
SE POSSUI DINHEIRO
DEVE USUFLUIR
HÁ TANTOS PRAZERES POR AÍ
DIZER QUE AMA
FAZ BEM
SE É AMANTE DA CAMA
PASSAR UM DIA INTEIRO
ESQUECER A VIDA
FALAR MAL DE ALGUÉM
É DEITAR NA LAMA
QUERER SEMPRE E SEMPRE BEM
AMAI UNS AOS OUTROS
JÁ DIZIA O GRANDE MESTRE
O AMOR NÃO É COISA DE LOUCO
QUANDO SE AMA
ASSSASSINA A ALMA AGRESTE
É MISTER TENTAR UM POUCO
VALE O PRIMEIRO PASSO
SE POSSUI DUAS PERNAS
VÊ ALGUÉM DE UMA PERNA SÓ
SORRIA
ENXERGA A BELEZA DO SOL
E AQUELE QUE NÃO CONTEMPLA
A LUZ DO DIA
ORE PRA SANTA LUZIA
AGRADEÇA
HÁ MUITA GENTE QUE NÃO NASCEU
SEM ALENTO
SEM LENÇO
SEM DOCUMENTO
SOFRIMENTO
CADA UM TEM
HÁ SUSPIRO
HÁ ESPERANÇA
LAMENTAR
NÃO AVANÇA
VIVER É LUTA
PARAR É MORRER
NADA CUSTA
TENTAR
TENTAR
TENTAR
LA DOLCE VITA
É CONQUISTA
DO GUERREIRO
VAI
CAMINHA
VOCÊ TEM O DIA INTEIRO
PRA MODIFICAR
LA DOLCE VITA
SONHAR
PODE REALIZAR
LA DOLCE VITA
LA DOLCE VITA
SÓ CONQUISTA
SEM DESANIMAR
CAMINHE
ANDE
VÁ À LUTA
E DEPOIS CANTE
A COISA MAIS BONITA
LA DOLCE VITA
LA DOLCE VITA
LA DOLCE VITA