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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MULHER CONVERSADEIRA

Dioneia era uma mulher que fazia amizade fácil. Casada com o policial Delando. O marido pertencia a polícia militar do Estado de São Paulo. Pai de três filhos. Dioneia no Facebook tinha mais de 2000 pessoas adicionadas.

Tudo que ocorria com a vida do marido, estava Dioneia contado na rede social. O marido, igual a corno, era o último a saber.

No dia que soube que Dioneia tinha muitos e muitos amigos na internet. Foi no dia de sua morte. O policial estava trabalhando e os bandidos souberam por intermédio da globalização.

O bandido de revólver em punho:

- Filho da puta, eu sabia que lhe pegava, sua mulher informou na internet que você estava na praça XV de novembro.

O pobre homem recebeu três tiros. Os dois meliantes saíram em alta velocidade.

domingo, 11 de novembro de 2012

FLUZÃO

Verdade seja dita, lá em Simão Dias-SE, na minha infância, era contado de dedo, os torcedores do Fluminense, Elias Valadares, Jorge Lins, Os filhos de seus Alcides, funcionário da Prefeitura Municipal, que faleceu prematuramente.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda, fez parte da minha infância, péssimo jogador de futebol, ele flamenguista, a torcida do Flamengo tomava conta da cidade. Do Botafogo, igual ao Flu, uma minoria insignificante, meu irmão Antônio e Jorge de Tota. O Vasco era o segundo em torcida. Do América, um único torcedor, Abel Jacó dos Santos, um alfaiate, que se tornou Prefeito e Deputado Estadual. Comecei a torcer pro Flu em 1970. E neste ano, o Fluminense foi campeão da Taça de Prata, corresponde hoje a campeão do Brasil. Fluminense tornou Tetracampeão: 1979, 1984, 2010 e  2012.
Meu filho Marcos Vítor, 10 anos, já assistiu o seu time ser campeão por três vezes, campeão carioca e duas vezes do Brasil.
 
Ser tricolor do coração é festejar sempre e sempre.
 
FLUZÃO TETRACAMPEÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO

sábado, 10 de novembro de 2012

TRAIÇÃO NA INTERNET

Dona Mariana dizia a seu filho Mateus: "Mulher é como cachorra se conhece pela raça." Se o dito fosse enunciado por um homem, as feministas diriam que é uma colocação machista. Dona Mariana era uma mulher da roça, quando queria dizer uma coisa, nem Jesus descendo de lá de cima, impedia-a.

Dona Mariana tinha cinco filhos. Mulheres eram três: Marta, Marli e Mônica. Adotou a letra M para seus pupilos, dois homens: Mateus e Murilo.

A sertaneja ficou viúva cedo. Até um compadre veio com gracinha, querendo chamego, ela mandou que o velho Zequinha se respeitasse. Daquele dia em diante, nunca mais quis uma prosa com o compadre. Falava a seus filhos: " De gente safada quero distância. Outros pretendentes surgiram, até um fazendeiro da Bahia. Dona Mariana era resistente e falava: "Nasci mulher pro homem só."

As meninas casaram cedo. Igual a mãe só conheceram um homem.  Os desejos na alma, ficam escondidos na hora da novela. Na hora da cama, ficavam imaginando, fazendo amor e sexo com os atores. Eram bonitas, no dia a dia , nunca traíram.
O filho Murilo trouxe no corpo o jeito feminino. Tristeza para sua mãe. A velha nunca tentou forçar a natureza, dizia que o que tem de ser já vinha  de berço.

Mateus veio para compensar, era safado, sem-vergonha, raparigueiro. Sempre brincou com o sentimento das meninas. E, um dia, olhe Mateus apaixonado. Clarete era a dona do coração de Mateus.

No primeiro dia que dona Mariana viu Clarete, disse reservadamente a seu filho: "Não fui com a cara desta dona, tem cara de safada e que bota chifres.

O filho retrucou: "Que isso, mãe, é uma moça direita."

A mãe respondeu: "Meu filho, o tempo da a resposta para tudo."

Clarete era filha única. Dona Silvia, quando nova, tinha um caso com o comerciante Ananias. Seu Belarmino morreu sem saber da traição. Mas a pequena cidade de Riachão sabia.
Mateus deu na telha que queria casar com Clarete. Dona Mariana: "Você casa, a decisão é sua, mas não tem o meu aval."

Eles casaram. No casamento,  até o ilustre Bode Bito se fez presente.

Mateus era moto-táxi. Clarete, estudante. Enquanto o marido trabalhava, ela ficava nas redes sociais. Na internet, conheceu Adamastor, um baiano, lá das bandas da Cajazeira. O cabra dizia ser empresário, todavia, era um traficante.

Numa segunda-feira, feira na vizinha cidade de Lagarto, Clarete falou ao esposo que ia visitar sua tia Camosa, que estava doente. O real motivo era o encontro com Adamastor. Depois da visita da tia doente, os internautas se encontraram. O encontro foi dentro do motel. Se Clarete soubesse que Adamastor era traficante e possuía AIDS, talvez não teria traído.

Marido e mulher adquiriram AIDS. Havia dúvida na mente de Clarete se a doença foi pegada de seu marido ou de Adamastor. Mateus acha que ele transmitiu a doença.

Depois de dois anos, primeiro morreu Mateus, um mês depois, Clarete. E o Bode Bito que não perdia enterro, acompanhou os cortejos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SERIEDADE NA POLÍTICA

É preciso punir o político que promete mais saúde, mais educação, caso não cumpra o que fora prometido. Enganar o povo com blá, blá, blá, para vencer uma eleição, deve ser um crime com o perder do mandato.

Há um novo tempo, o Mensalão foi punido por intermédio do Supremo Tribunal Federal (STF), muitos foram os que adentraram na política, visando SE FAZER e perderam o mandato por Improbidade Administrativa.

Novos Promotores Públicos estão bem atuando nas comarcas do interior e estão mostrando o bom trabalho.

O tempo é outro, nenhum político deve confundir o público como se fosse privado. A coisa pública pertence ao povo.

O administrador municipal que entrou na política,  visando se fazer, cuidado! Os fiscais do povo estão de olho.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

RITA LEE NA TERRA DURA

Na capital de Sergipe, Aracaju, o bairro Santa Maria, conhecido como Terra Dura é o lugar do abandono, da lama e do lixo. É o canto da discriminação do poder público. Nos palanques políticos, em tempo de eleição, os políticos prometem o melhor para a Terra Dura, depois vem o esquecimento. O fórum da Terra Dura no dia de hoje, dia 9 de novembro, teve uma visita ilustre , a cantora e compositora  RITA LEE. Vários policiais adentraram com uma AÇÃO DE INDENIZAÇÃO contra a artista, pois foram xingados, quando a roqueira fazia um show na Barra dos Coqueiros.

Estive por mais de meia hora conversando com a roqueira RITA LEE. Sou seu fã de carteirinha, desde o tempo da faculdade de Direito, contudo não aprovo o xingamento.

RITA LEE estava acompanhada da ex-senadora das Alagoas - Heloísa Helena e também com o músico Roberto Carvalho, seu esposo.

Aquela mulher que no palco xinga, provaca polêmica, é uma pessoa de boa recepção, que recebe bem seus fãs.
Acreditar que RITA LEE não será condenada , é tal qual crer no sexo dos anjos.

LAMPIÃO E O CAIPIRA

Um dos melhores escritores do CANGAÇO morreu, o sergipano ALCINO ALVES COSTA, sobrinho do cangaceiro ZABELÊ.   ALCINO gostava de ser chamado o Caipira do Poço Redondo, de tabaréu só de nome. Ele,  intelectual, poeta, escritor. Nascido em Poço Redondo, uma pequena cidade do interior de Sergipe, que deu mais de 20 cabras de Lampião. Terra da mulher guerreira e ex-cangaceira Sila, mulher de Zé Sereno.

Alcino escreveu os bons livros : LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO, SERTÃO DE LAMPIÃO, ambos esgotados e, recentemente, LAMPIÃO EM SERGIPE, sucesso em vendas e que é encontrado na livraria Escariz no Shopping Jardins em Aracaju-SE.

Alcino faleceu no dia 2 de novembro, dia de finado. Morrer não é boa coisa, todavia, para partir este é o melhor dia.

Alcino não fui ao seu funeral, senão estaria em seu cortejo. Meu amigo, que bom aquele encontro em Alagadiço, onde tive o prazer de conhecê-lo. Morreu sua matéria, mas seu espírito é vida e luz. Adeus, amigo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DIA DE SUA MORTE - FINADO

Todos nós, sem exceção, teremos o dia fatal, o dia da morte. Ninguém pode dela fugir. O dia do choro e da vela bate em todas as portas. A porta  pode estar fechada, mas dona morte é imperdoável, igual a um furacão, não perdoa, a morte física é inevitável. A espiritual vai além. O espírito não fenece, ele é eterno. O que consola a todos, dona morte não cria privilégio, todos são levados no mesmo barco. Pobres e ricos na mesma embarcação. É verdade, só há igualdade na morte, alguns dizem que não, pois existem mausoleus de mármore e granito. Pouco importa, porque a carne podre é a mesma, chamada defunto. A vaidade, a arrogância, o poder não possuem nenhuma valia. Viver de forma simples é o melhor remédio.As riquezas, com a morte, não são levadas. Façamos do hoje, o nosso último dia, porque o amanhã a gente não sabe, pode ser o dia de sua morte. Há um sol brilhando, uma criança sorrindo, um pássaro cantando,  a correnteza cantando por intermédio do rio. Você é vida, você é esperança, há muita coisa bonita que deve ser contemplada no dia de hoje, amanhã pode não mais existir tempo.