Visitante nº

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O DIA DE AMANHÃ

Ainda ontem foi o enterro de meu amigo Luiz Antônio Barreto. Jornalista, de mão cheia,, folclorista, historiador e membro da Academia de Letras de Sergipe. Nascido na mesma cidade em que nasceu Silvio Romero, Laudelino Freire e Aníbal Freire , todos estes foram da Academia Brasileira de Letras, Lagarto-SE foi onde nasceu. Luiz Antônio foi um dos diretores do Jornal Gazeta de Sergipe, Secretário da Educação e Cultura. Um pesquisador incansável e o melhor de Sergipe. Criador do Instituto Tobias Barreto que fora repassado para a UNIVERSIDADE TIRADENTES do próspero reitor Dr. Uchoa. Escreveu livros referentes à vida de Tobias Barreto e de Sílvio Romero. Como pesquisador, trabalhou na Fundação Joaquim Nabuco em Recife.
A cidade de Lagarto completa 132 anos e entre os homenageados está Luiz Antônio Barreto, caderno especial de Lagarto - CINFORM, folhas 14 , texto de Rusel Barroso.
Escrevemos um poema sob inspiração do amigo Luiz.
O DIA DE AMANHÃ
A vida é fugaz,
Teu menino já é rapaz.
O instante se foi,
O segundo já não volta mais!
O relacionamento a dois
O divórcio desfaz...
A felicidade n'outro
O homem louco
E verazes amigos, poucos!
O que vale mais
Viver cada momento,
A vida, folha ao vento,
Um trapezista que cai...
E o que vale mais
Um samba, um pagode, um forró...
Viver bem melhor!
Ser criança, ser menino
Torcer pro Fla, Vasco, Flu
Ou qualquer outro futebol...
Viver, viver, viver e viver...
Amanhã não se sabe
Se verás o nascer do sol.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

TERRA DURA E A REBELIÃO

SERGIPE NÃO É SÓ REBELIÃO, VÊ O BELO PÔR-DO SOL na praia de Atalaia


Uma rebelião começou no Complexo de Segurança Máxima lá no bairro discriminado, chamado Terra Dura . O Bairro, segundo o IBGE, pertence ao município de São Cristóvão, porém por muitos anos é de Aracaju, que foi considerada a Capital da Qualidade de Vida. A Terra Dura possui outro nome Santa Maria, mas na linguagem do povo é Terra Dura. E Terra Dura nasceu, Terra Dura vai morrer. Afinal, a língua é criação do povo.
Os presos querem a exoneração do Diretor. Uma mulher de prisioneiro, disse que só se come galinha.
Vamos olvidar da galinha. A Terra Dura não é somente Terra de Ninguém, mas lá há dezenas de estudantes fazendo faculdade. No Bairro, há supermercados, comércio, posto de gasolina, posto de saúde e o Fórum da 7a. Vara de Assistência Judiciária.
Esgotos a céu aberto também existem.
É preciso não esquecer que da boca que beija, esta mesma pode ofertar o escarro.
E para não dizer que não falei do poeta, bom lembrar o paraibano Augusto dos Anjos: " O BEIJO É A VÉSPERA DO ESCARRO."




Esperamos que a rebelião tenha o seu fim sem morte.




quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHER DE VERDADE

SANTA JOANA D'ARC

A mulher ideal dos anos 50 era a que sabia lavar e cozinhar. A mulher dos tempos hodiernos é a outra, a mulher de luta e batalha. Ai, QUE SAUDADES DA AMÉLIA, samba brasileiro cantado por Ataulfo Alves , cujo compositor é o ator Mário Lago, já falecido, fez grande sucesso. No samba : " NUNCA VI FAZER TANTO EXIGÊNCIA (...) AMélia que era mulher de verdade, não tinha nenhuma vaidade (...)

A mulher moderna é exigente, no dia a dia, luta em condições de igualdade com o homem. A mulher do amém não é a ideal. A mulher de verdade vai à luta. É guerreira, é mãe, é mulher.

VIVA O DIA ESPECIAL, DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

PARABÉNS, MULHERES.

MULHER DE VERDADE

Chamava-s Maria das Gralas de Oliveira Pinto, mulata de 25 anos. No desejo, homem muito delicado é coisa de bicha. O cabra tinha que ser cabra macho, cabra machucado, cheio de disse-me-disse, Maria mandava para casa da peste.
No dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, Maria, logo cedo, estava na Delegacia da Mulher. A delegada Doroteia de Assis nâo brincava em serviço. Homem que batia em mulher, aplicava a Lei Maria da Penha. Flagrante delito era com ela mesma. Os homens mijavam de medo, quando intimados a comparecer na Delegacia. O sujeito de fala grossa, falava fino. O grosso virava homem fino.
Lá estava Maria para denunciar seu companheiro.
- Doutora, quero que a senhora determine a prisão do Walter
A delegada, qual o motivo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BAHIA SEM CARNAVAL




Não é de bom conselho ir ao CARNAVAL DA BAHIA com a greve da polícia . A cada novo dia, um triste dia, há um assassinato, depois da greve dos policiais. O folião está indefeso, a gente bacana da boa Bahia encontra-se insegura. A polícia da Bahia é eficiente. Sempre estava fazendo a operação desamarmento nas ruas de Salvador. Mas agora, os marginais estão rindo à toa, sem polícia aumentou o roubo, o furto, a extorsão, o assassinato.






Sergipe é o menor Estado do Brasil, estando vizinho a grande e imensa Bahia. Em Sergipe, a polícia militar e a civil recebem bem, ficando entre os quatro primeiros Estados da Federação que melhor paga o policial.






Vivemos uma grande crise de segurança. Sem polícia é o caos. É mister uma boa conversa entre o governador da Bahia - Jaques Wagner - e o sindicato dos policiais. O povo não pode estar pagando caro pela falta de diálogo e pelo um bom entendimento.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CORNO DE MULHER

E agora, José! Casou com Maria da Assunção. Bem que Chico lhe avisou:
- Cuidado! Mulher com cara de santa, esconde o perfil da puta.
Todos os domingos Maria da Assunção estava presente na Igreja Nossa Senhora do Amparo.
Amizade demais é coisa que não dá certo...
Dona Judite, sua mãe, José, lhe alertava:
- Homem de Deus, sua mulher tem uma amizade exagerada com a cabeleireira Dulcinha.
- Mãe, é coisa de mulher. Uma mulher tem que ter outra pra desabafar.
Maria da Assunção casou-se virgem. Seu primeiro homem foi José. Primeiro e último.
Desde criança Maria nunca teve simpatia por meninos. Achavam violentos e indelicados. Admirava e gostava de brincar com as amiguinhas. Nada de boneca, mas no faz-de-conta de marido e mulher.
Maria de Assunção fora uma menina reservada.

Em verdade, o casamento foi realizado a contragosto de Maria Assunção, o pai queria, porque queria que sua única filha casasse com o filho do fazendeiro Sérgio Alencar.
No dia do casamento, Seu Severino, pai de Maria; dona Odete, mãe da noiva , estavam bem felizes, Maria estava de alma triste , mas estampava no semblante alegria.
O primeiro dia íntimo de Maria foi um estupro. Ela não queria no dia do casamento fazer amor, transar na linguagem masculina.
Dois anos de casada, sufoco e agonia.
O que Maria não podia imaginar que naquela tarde de domingo, José retornava às quatro horas da fazenda. Costume era sempre às 18 horas.

Que dor! Que aflição, José, assistir sua amada entre beijos e abraços com outra mulher. Dói muito. Na agonia, nem observou o corpo bonito da cabeleireira. O desejo era matar as duas. Foi para a reflexão, não valia a pena. Matava ia para penitenciária, perdia muitos anos na cadeia.
José e Maria divorciaram. José manteve o segredo, jamais ia dizer que perdeu sua mulher pra outra mulher. Tinha medo de contar o que ocorrera. Afinal, poderia ouvir de Zequinha:
- Corno de homem ainda vai, mas chifrado por uma mulher é de se matar.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

LAMPIÃO DA BONITA MARIA DO CAPITÃO





No centenário da cangaceira MARIA BONITA - 1911 - 2011 - sua neta Vera Ferreira e a professora universitária - Germana Gonçalves de Araújo, lá da terra de João Pessoa, Ariano Suassana, José Américo, terra melhor dizendo, chamada Paraíba, lugar de mulheres bonitas e encantadoras. O cabra tem que ser macho para conquistar uma paraibana, as duas mulheres publicaram o livro BONITA MARIA DO CAPITÃO. A baiana Maria Bonita , ó baixinha, das pernas bonitas.






Hoje, dia, 13 de dezembro, às 18 horas , lá no Museu Nossa Gente do BANESE (Na inauguração a gente simples não pode entrar) , situado na rua da frente, em Aracaju-SE , haverá o lançamento do livro BONITA MARIA BONITA.






O livro foi editado pela EDNEB - Editora da Universidade da Bahia. Prefácio da poeta Maria Lúicia Dal Farra.






Fotos dos cangaceiros foram tiradas pelo libanês Benjamim Abrão, que fora assassinado em 1937, um ano antes da morte de Maria Bonita e Lampião - 1938.






O papel do livro é envelhecido, sabedoria e inteligência , quando se trata de relatos do passado.






Apesar do bom gosto de Frederico Pernambucano, nenhum livro do cangaço suplanta o de VERA FERREIRA, uma sergipana ousada e destemida, neta de Lampião, e GERMANA GONÇALVES DE ARAÚJO, paraibana cabra da peste e mestra , cultura e interatividade (UfPB)