Visitante nº

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A CALÚNIA E A BEATA


Quadro do pintor renascentista FREI ANGÉLICO


A beata Zefinha era a moça mais virgem da pequena cidade do interior. Anacleto até que tentou namorá-la, ela não aceitou. O sujeito espalhou o boato que Zefinha estava tendo um caso com o padre Marcos. Muitos acreditaram e a coitada da Zefinha, decepcionada, foi embora do lugar. Zefinha depois realizou o seu sonho, tornou-se freira.


O sujeito não parava de caluniar. Outro dia, ele caluniou um Delegado, dizendo que o homem do inquérito policial estava recebendo propina do jogo do bicho. O Delegado empurrou o sujeito na cadeia.


Se não pode falar bem, ruim é falar mal.


Já disseram da CALÚNIA:


"A LÍNGUA QUE CALUNIA MATA 3 PESSOAS: A QUEM PROFERE A CALÚNIA, A QUE ESCUTA E A PESSOA SOBRE A QUAL SE FALA."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O BRINQUEDO JOGADO

CRIANÇAS NA LIXEIRA



MEU FILHO,



Agradeça a Deus!


Ainda ontem eu vi


Bem próximo ao Ateneu


Uma criança abandonada


Dormia e sonhava


Talvez no sonho seu


Sonhava com utopia


De um mundo bem melhor


De sol e alegria


O mundo de ingratidão


Assim não responde


E não respondia


Meu filho, aquele brinquedo


Que na velhice foi jogado


Poderia oferta um sorriso


Ao menino abandonado


Buenos Aires, 18 de janeiro de 2011


Ao meu filho Marcos Vítor;


De seu pai,


Osvaldo Abreu


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PÉ NA COVA E A TERRA DOS PÉS JUNTOS

O assunto é sério. Mas vamos contar como se fosse uma história infantil.
Era uma vez uma família de 15 filhos. Cresceram e multiplicaram numa cidade do interior. Envelheceram. Ficaram avôs e avós. O mais novo tinha 70 anos. O mais velho já ultrapassava dos 80 anos. Estavam todos velhos, mais risonhos.
Entre eles havia a disputa: "Quem seria o primeiro a morrer."
Quando Rosa adoeceu e foi enternada gravemente. Gritou Zeca:
- Rosa agora vai para o paraíso do pé na cova.
Quatro anos depois, Zeca viajou para a terra dos pés juntos.
Rosa saiu do pé na cova e ficou para contar a história.

BUENOS AIRES E MEU FILHO

Meu filho, viver é lutar. desistir é morrer. Retornei a Buenos Aires. Continuação do curso de Doutorado na Universidad Nacional de Lomas de Zamora. A viagem foi tranquila. Sem muita turbulência. Eu tinha medo, muito medo de viajar de avião. Receio de morrer. Mas a morte é como a vida, tem o dia certo. Uns morrem abruptamente, outros de forma natural. Há uma certeza incontestável todos viajarão a cidade dos pés juntos. Estou mais tranquilo, perdi o medo de viajar de avião.


Buenos Aires é uma cidade de muitos prédios antigos, porém, a modernidade por aqui chegou. A capital dos argentinos é bonita, de grandes avenidas. Los hermanos são afáveis. O fubebol é outra coisa. Os homens brasileiros cumprimentam uns aos outros com o aperto de mão; os argentinos com o beijo no rosto. É a tradição.


Estive numa casa de show - CUBA MIA. A música cubana é alegre, parece com o nosso forró. O povo argentino gosta do Tango, as canções são tristes. Você não nasceu nos anos 40 e 50, de igual modo o seu pai, mas acompanhando pela internet as canções brasileiras dos anos citados, bem faz lembrar o tango. Eram os cantores da época Marlene, Emilinha Borba, Francisco Alves. Que bela voz Dolores Duran. Que começou a cantar aos 10 anos e em 1959, morre jovem.


Meu filho, nunca desista.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A DAMA DO CABARÉ E NOEL ROSA

A DAMA DO CABARÉ, AMOR DE NOEL E DO POETA MÁRIO LAGO


Ninguém pode negar, o maior sambista brasileiro é Noel Rosa. O compositor e poeta teve uma vida prematura, morreu antes de completar 27 anos. Ele nascido em 11 de dezembro de 1910 e morreu em 4 de maio de 1937. Noel foi casado com a sergipana Lindaura que morreu em 2001. Filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e a professora Marta de Medeiros Rosa.
O poeta Noel Rosa amou Ceci, a dama do cabaré, e para ela fez uma canção DAMA DO CABARÉ:




Foi num cabaré na Lapa
Que eu conheci você
Fumando cigarro,
Entornando champanhe no seu soirée

Dançamos um samba,
Trocamos um tango por uma palestra
Só saímos de lá meia hora
Depois de descer a orquestra

Em frente à porta um bom carro nos esperava
Mas você se despediu e foi pra casa a pé
No outro dia lá nos Arcos eu andava
À procura da Dama do Cabaré

Eu não sei bem se chorei no momento em que lia
A carta que recebi, não me lembro de quem
Você nela me dizia que quem é da boemia
Usa e abusa da diplomacia
Mas não gosta de ninguém

Foi num cabaré na Lapa...


Chico Buarque de Holanda, cantor, compositor, romancista e poeta brasileiro, torcedor do meu Fluminense, gosta muito do samba de Noel. A CHICO dedico este poema A DAMA DO CABARÉ E NOEL ROSA:

Não conheci Ceci,
A dama do cabaré,
Ai de mim, ai de ti...
Uma fêmea, uma mulher.
A vida é de marcha
Uma primeira, uma ré.
A Lapa ainda chora,
Vila Isabel também...
Foi embora Noel Rosa,
Cantar no além...
Ora, ora, ora, minha senhora,
E a dama do cabaré?
É canto de violão,
É canto de viola.
Lá no céu,
Vê quem chegou?
O sambista Noel.
E o samba continua...
Pra mulher do cabaré,
Pra mulher da rua.
Ceci e Noel no céu,
Mário Lago tirou o chapéu.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O CRACK NO MUNDO


O craque sob referência não é Cristiano Ronaldo do Real Madrid da Espanha nem Messi, craque da seleção argentina, jogador do Barcelona. Ambos bons jogadores. O crack em tela trata-se da maldita pedra, que vem assassinando a juventude brasileira e de todo mundo. O crack é um problema de saúde pública mundial. O crack é uma droga de calamidade.

Quando eu vi Mariazinha, a moça bonita que todos desejavam, vi o cadáver de um morta-viva, disse comigo mesmo: "Não, meu Deus, não pode ser! Mariazinha tão almejada, todos botavam o olho para pegá-la e agora, a moça clama piedade! Pobre da Mariazinha!

Em todo mundo são muitas as Mariazinhas e os Zés da Vida. Que perderam a juventude, que perderam o sentido da vida. Tendo o desprezo social!

Mariazinha quer viver! Mas não sabe como lutar contra o vício! O mal está enraizado no corpo e na alma.

É preciso uma campanha mundial contra a droga do crack que não joga para marca o gol do sucesso. Mas o gol da piedade, da tristeza e do desprezo.

Escrevemos um poema o CRACK em homenagem a Mariazinha:
O crack está devorando
Teu corpo atlético!
Nem de longe,
Nem de perto,
Tu não és continuidade...
A criança que sorria,
A menina que brincava
Enterrou-se na primavera!
A flor murchou!
Metamorfose de velha!
O que era flor,
Cheiro de colibri,
A flor seca voou!
Em que retrato,
Em que espelho
Esconde teu existir?

De Osvaldo Abreu para Mariazinha