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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A DAMA DO CABARÉ E NOEL ROSA

A DAMA DO CABARÉ, AMOR DE NOEL E DO POETA MÁRIO LAGO


Ninguém pode negar, o maior sambista brasileiro é Noel Rosa. O compositor e poeta teve uma vida prematura, morreu antes de completar 27 anos. Ele nascido em 11 de dezembro de 1910 e morreu em 4 de maio de 1937. Noel foi casado com a sergipana Lindaura que morreu em 2001. Filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e a professora Marta de Medeiros Rosa.
O poeta Noel Rosa amou Ceci, a dama do cabaré, e para ela fez uma canção DAMA DO CABARÉ:




Foi num cabaré na Lapa
Que eu conheci você
Fumando cigarro,
Entornando champanhe no seu soirée

Dançamos um samba,
Trocamos um tango por uma palestra
Só saímos de lá meia hora
Depois de descer a orquestra

Em frente à porta um bom carro nos esperava
Mas você se despediu e foi pra casa a pé
No outro dia lá nos Arcos eu andava
À procura da Dama do Cabaré

Eu não sei bem se chorei no momento em que lia
A carta que recebi, não me lembro de quem
Você nela me dizia que quem é da boemia
Usa e abusa da diplomacia
Mas não gosta de ninguém

Foi num cabaré na Lapa...


Chico Buarque de Holanda, cantor, compositor, romancista e poeta brasileiro, torcedor do meu Fluminense, gosta muito do samba de Noel. A CHICO dedico este poema A DAMA DO CABARÉ E NOEL ROSA:

Não conheci Ceci,
A dama do cabaré,
Ai de mim, ai de ti...
Uma fêmea, uma mulher.
A vida é de marcha
Uma primeira, uma ré.
A Lapa ainda chora,
Vila Isabel também...
Foi embora Noel Rosa,
Cantar no além...
Ora, ora, ora, minha senhora,
E a dama do cabaré?
É canto de violão,
É canto de viola.
Lá no céu,
Vê quem chegou?
O sambista Noel.
E o samba continua...
Pra mulher do cabaré,
Pra mulher da rua.
Ceci e Noel no céu,
Mário Lago tirou o chapéu.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O CRACK NO MUNDO


O craque sob referência não é Cristiano Ronaldo do Real Madrid da Espanha nem Messi, craque da seleção argentina, jogador do Barcelona. Ambos bons jogadores. O crack em tela trata-se da maldita pedra, que vem assassinando a juventude brasileira e de todo mundo. O crack é um problema de saúde pública mundial. O crack é uma droga de calamidade.

Quando eu vi Mariazinha, a moça bonita que todos desejavam, vi o cadáver de um morta-viva, disse comigo mesmo: "Não, meu Deus, não pode ser! Mariazinha tão almejada, todos botavam o olho para pegá-la e agora, a moça clama piedade! Pobre da Mariazinha!

Em todo mundo são muitas as Mariazinhas e os Zés da Vida. Que perderam a juventude, que perderam o sentido da vida. Tendo o desprezo social!

Mariazinha quer viver! Mas não sabe como lutar contra o vício! O mal está enraizado no corpo e na alma.

É preciso uma campanha mundial contra a droga do crack que não joga para marca o gol do sucesso. Mas o gol da piedade, da tristeza e do desprezo.

Escrevemos um poema o CRACK em homenagem a Mariazinha:
O crack está devorando
Teu corpo atlético!
Nem de longe,
Nem de perto,
Tu não és continuidade...
A criança que sorria,
A menina que brincava
Enterrou-se na primavera!
A flor murchou!
Metamorfose de velha!
O que era flor,
Cheiro de colibri,
A flor seca voou!
Em que retrato,
Em que espelho
Esconde teu existir?

De Osvaldo Abreu para Mariazinha

domingo, 2 de janeiro de 2011

QUANDO O LÍDER CHOROU

" Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar..."

Ele chegou com o filho deficiente nos braços. Deu lá seu discurso do melhor orador de Sergipe Del Rey. Fez um discurso com poesia e filosofia. No dia de ontem, primeiro de janeiro do novo ano, foi a posse dos governadores do Brasil e a posse da mulher presidente de nossa pátria, Dilma Rousseff. Em Sergipe, foi a posse de Marcelo Déda Chagas , um capa-bode, nascido na cidade de Simão Dias, lá em 1960, no dia 11 de março.


O governador Déda é pai de cinco filhos. Torcedor do Flamengo, advogado e poeta.


O compadre do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chorou e fez chorar, quando falou de seu pequeno Mateus, filho deficiente.


Até a dura Deputada Estadual, Ana Lúcia, chorou. E muitos choraram no Plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe.


Se fosse preciso renunciar o poder, para ver seu filho correr e brincar, não há dúvida, que o governador Déda deixaria o poder.


O menino Mateus quer viver. Passou vinte e um dias entre a vida e a morte.


Ao governador Déda, sucesso! Mateus é teu e vai viver. A Vossa Excelência um poema de quem também chorou:



O MAR É TEU


Quando suspiravas,


Pensava que morrias!


Indaguei a Deus


Por que assim nascias?


O Senhor na sua ocupação


Não me respondeu!


E no leito de meu filho,


Eu muito refltetia:


Que o maior poder


Um pai ele bem daria,


Para enxergar seu pequeno


Brincar e correr no dia a dia.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A PRESIDENTE DILMA E AS GREVES


MARIA BONITA, MULHER CORAGEM, COMPANHEIRA DE LAMPIÃO


Amanhã, dia primeiro de janeiro de 2011, o Brasil será governado por uma mulher. Não se trata de Maria Bonita, companheira de Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião dos anos 30, mas uma guerreira que lutou contra o Regime Militar. Ela foi presa. A presidente da República do Brasil, DILMA ROUSSEFF governará a nossa pátria , mãe gentil, por quatro anos. O presidente Lula está deixando o poder com forte índice de credibilidade.



Espera que o Brasil não seja uma Argentina. A presidente dos los hermanos, Cristina Kirchner, não goza de popularidade. Buenos Aires, o país vive sempre em greve.



Tomara que Dilma Rousseff seja a continuação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, um nordestino de Pernambuco.



O oxente do nordestino vai ser trocado pelo uai do mineiro, afinal, a presidente da República é mineira.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MINISTRO MANTEGA E A MANTEIGA DERRETIDA

O economista Guido Mantega - ministro da Fazenda de Lula e futuro de Dilma Rousseff


Ontem o ministro de origem Italiana - Guido Mantega - e futuro ministro da Fazenda da presidente da República - Dilma Rousseff, jogou duro, quando deu uma entrevista ao Jornal Nacional. Quem o entrevistou foi o repórter global - Heraldo Pereira.


Não podemos ser bobo da corte, quando o ministro fala, já ensaiou o pronuncimento com Dilma Rousseff.

Hão de chorar as Madalenas, as Helenas, as Marias, os Josés, os Manés e Joões.


Vejamos pois:


DO SALÁRIO MÍNIMO:


Heraldo Pereira: Salário mínimo, qual é o valor?

Guido Mantega: Salário mínimo , o valor é R$ 540,00. Não dá para subir mais, porque senão aumenta os gastos da Previdência.


Os olhos do ministro Mantega batiam mais do que sino de Igreja em tempo de procissão.


O ano de 2011 vem de austeridade e corte de gastos. Anunciou o ministro. E para a tristeza do funcionário público, segundo Guido Mantega: "Não há previsão de aumento pro funcionário."


Preparai-vos a manteiga vai derreter e a batata vai esquentar no tacho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

JUÍZO FINAL

A juÍza Dulcineia, filha de militar. Nascera bonita. Na sentença, parte final do que se assentava, já dizia:
"CASO NECESSÁRIO, PODERÁ SER UTILIZADO AUXÍLIO DA FORÇA POLICIAL. No forum, quando a magistrada chegava, era um Deus-nos-acuda, os funcionários a temiam. Qualquer coisa por mais banal, a juíza fazia representação ao Corregedor.
Há um dito popular: UM DIA É DA CAÇA, OUTRO DO CAÇADOR." Outro dia, o advogado Thomaz fez uma representação ao Tribunal contra a juíza. Ela, que tanto cobrava dos outros, fez lambança em vários processos.
Depois da representação, a magistrada mudou o estilo, já não representava ninguém. E aprendeu:
QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO."

O MUNDO É UMA PERDIÇÃO

O jegue rinchou às 3 horas da manhã. Dionísio tinha que meter os pés no mundo e ir embora para São Paulo. O dinheiro tinha conseguido da venda de uma vaquinha, presente de seu padrinho João Bebém.
O desejo de partir, se dependesse dele mesmo, não tinha, mas as circunstâncias lhe obrigavam. Fez nenhém com Verônica. A moça mais bonita do lugar, para complicar era de menor. O juiz de Direito, Dr. Lauro Pacheco , não perdoava: " ou casa ou vai para a cadeia." Pensava Dionísio:: " Nem cadeia, nem casamento, tenho que fugir, enquanto há tempo. " Seu João e dona Ingracinha dormiam, ainda cansados da feira de Simão Dias, que era no sábado. Tinha ambos ido a pé e voltado também da cidade.
A Feirinha da Rola sem luz, a claridade, naquele tempo , era do candeeiro, do lampião e da luz da lua. Que atraso! Mas o governador Sergipe era de Simão Dias, Dr. Sebastião Celso de Carvalho.
A notícia se espalhou na Feirinha da Rola, Verônica era uma moça perdida. Zé Malaquias, fofoqueiro de primeira linha, campeão da notícia de boca e boca , foi o maior responsável pela divulgação.
A beata Severina, virgem de corpo e alma, aconselhava as moças do lugar:
- Não ande com Verônica , pois é uma mulher perdida.
E as meninas daquele tempo, 1964, cumpria rigorosamente a recomendação da come hóstia.
Verônica chorava e o pai Anastácio:
- Cachorra, safada, bandida. Você ou casa ou vai para o cabaré do Bico-da-asa.
Verônica até pensou em se matar, mas lembrou de dona Lourdes, uma professora aposentada e religiosa:
- Minha filha, tudo tem seu tempo, diz as Escrituras. No momento de agonia, é preciso muita calma!
Verdade seja dita, Verônica não se arrependeu um tiquinho, até gostou de ter perdido o cabaço para o fugitivo. Medo tinha de ser lançada no olho da rua, de ficar com as pobres putas do cabaré do Bico-da-Asa.
Dionísio tinha 19 anos. Experiência com mulher nenhuma. Foi Verônica a primeira mulher que o sujeito papou. Quando menino transou com uma jega e também com uma bezerra. A bestialidade foi justicada em nome do tabu sexual da época. Coisa tão comum no interior do Nordeste Brasileiro.
Dionísio veio da Feirinha da Rola até Simão Dias a pé. Carro só milagre de santo macho. A sorte estava do lado de Dionísio, quando chegou na cidade dos capa-bodes, a marinete ia partir para Aracaju. O sujeito entrou no ônibus e conseguiu um lugar na janela. E lá ia Dionísio remoendo recordações, a queda do cavalo aos 8 anos, o chamego com os animais, o primeiro dia na escola.
o banho no rio. O primeiro prazer no banheiro. Tinha a impressão que ouvia de seu pai:
- Acorda, moleque, passarinho que não deve nada a ninguém já se acordou.
E o menino acordava para ir tirar o leite da vaca malhada.
Em São Paulo, os primeiros dias, dormiu na rodoviária, depois conseguiu uma vaga na pensão de dona Maria da Paz, uma viúva portuguesa, sem nenhum filho.
Anacreto, ajudante-de-ordem da pousada foi assassinado e dona Maria da Paz convidou Dionísio para trabalhar na pousada.
A velha Maria da Paz dizia aos hóspedes:
- Que tinha Dionísio como filho.
Só que todos sabiam , que Dionísio e Maria da Paz adormeciam na mesma cama.
Maria da Paz morreu do coração , mas deixou um testamento que favoreceu Dionísio.
Depois de 40 anos , Dionísio retornou à terra natal. Visitou a cova de seu pai e de sua mãe. Soube que Verônica passou uns dias no cabaré do Bico-da-Asa. Mas o cabo Jesus da polícia militar a levou como mulher. Tiveram três filhos: Anita e Silvia, professoras e André, oficial da polícia militar da Bahia.
Dionísio casou com a cearense Josefina. Do relacionamento, nasceram 4 filhas: Lindete, Josicleide, Maria e Dulcineia. Nenhuma casou, todas elas se tornaram mães solteiras. Duas netas de Dionísio: Sara e Cláudia engravidaram aos 13 anos. Dolores foi ser freira e Ana se amigou com Sandra.
E Dionísio sempre a dizer:

" O MUNDO É UMA PERDIÇÃO."