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quinta-feira, 17 de junho de 2010

ARGENTINA E O BEIJO

MESSI, o melhor jogador do mundo de 2009.


Hoje, dia 17 de junho às 8h30 , Argentina x Coreia do Sul. No gol da Argentina vai haver o beijo. Pensava eu que o beijo argentino só ocorria no futebol. Lá em Buenos Aires e em toda Argentina , os homens cumprimentam uns aos outros com o beijo.


O povo Palestino cumprimenta também com o beijo. Indaga-se o beijo de Judas Iscariotes foi de traição ou de tradição?


Depois do Brasil, a seleção que eu torço é a Argentina. Possui raça e garra.


Há muitos argentinos que gostam da nossa seleção, existindo brasileiros que adoram a Argentina. Mas a maioria é de mandar vaias e vaias.


Gosta é assim mesmo: a gente gosta de quem não gosta da gente. É coisa do coração!




quarta-feira, 16 de junho de 2010

FRACASSO DO ATLETA

Bartira era a moça mais bonita do lugar. Quem, quem não desejava Bartira? Olhos negros da noite, cabelos longos, corpo de uma deusa grega. Sob os conselhos de uma rezadeira, usava uma figuinha. Dizia dona Zefa:
- Minha filha, a pior inveja é de mulher. O homem lhe olha desejando. A sua coleguinha lhe secando.
E, na Igreja de Nossa Senhora S'Antana, Bartira foi se casar. Marcos era seu futuro esposo. As moças do povoado Feirinha da Rola, não estranhe o nome não, o nome é esse mesmo, sonhava na alcova com Marcos. O cara era um atleta, rosto feminino, até os machão o chamavam de bonito.
No dia de sábado, a Igreja de Simão Dias estava repleta. Moças curiosas e invejosas querendo ser a noiva. Até a beata Zifinha:
- Meu Jesus de Nazaré, com este homem eu perderia a minha virgindade.
O padre Josué perguntou se alguém tinha alguma coisa contra aquele casamento.
A vontade das moças era gritar que Sim.
O casamento foi realizado.
Dona Letícia, moça velha do lugar, disse:
- Um par perfeito.
Na hora da lua-de-mel, Marcos, o bonitão do lugar não conseguiu marcar o gol da partida.
Bartira virou a noite em insônia, enquanto o desgraçado dormia como criança.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

COISA DA VIDA

Cágado e a lebre.


Ninguém gosta de ser esquecido, colocado em segundo plano. Ser reserva não faz bem a nenhum jogador. O bom mesmo é ser titular. A alma humana fica magoada, com ira. O perdão às vezes acontece, perdoar da boca para fora é prática comum.

Quem nesta vida nunca foi preterido?

Escrevemos COISA DA VIDA:

Por ti fui preterido,
Tornei-me pássaro de asa quebrada!
No silêncio fiquei escondido
De alma machucada!
Não penses que fui vencido.
Há vida, há jornada...
Quem atira pedra,
Fica esquecido!
Quem as recebe,
Do atirador espera mancada!
Às vezes na corrida
O cágado vence a lebre,
Coisa da vida!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

INFÂNCIA DA VIDA

Em todo mundo, há sempre uma criança abandonada. Até quando?



Quem nesta vida não se recorda da infância?
A vida no interior, no tempo em que nasci, era tranquila.
Hoje, os pais devem acompanhar os filhos até à escola. Na esquina, pode se encontrar um pedófilo, um homem oferecendo droga.
A cidade do interior perdeu a tranquilidade. No campo, os marginais estão atacando. Pior do que no tempo de Lampião, os meliantes estão sempre encapuzados. Os poetas da Inconfidência Mineira - vida bucólica do campo - iam morrer de tédio nos dias atuais.
Escrevemos o poema INFÂNCIA DA VIDA:

A infância querida
Ou bem amada
Sempre retorna à vida:
Uma cidade estagnada,
Uma folha caída,
O almejo duma namorada,
Uma última partida,
A primeira viagem na marinete,
Primeiro dia na escola,
Uma criança que chora.
E aquele pivete,
Filho de Nossa Senhora S'Antana,
Que brincadeira!
No cabelo chiclete.
O dlim... dlim... dlim...
Do sino da Igreja
Convidando os fiéis.
Belém... belém... belém... belém...
Vem... vem... vem... vem...
As velhinhas de anéis...
A procissão de Santana,
Um louco no cortejo comendo banana.
A menina de pé no chão
O pai, coitado!
Não tinha dinheiro não
Vai sem sapatos
Fingindo promessa!
O beato Nestor,
Pobre homem já viajou!
Acordava os meninos
Que sonhava com os bois de barro.
Ai , ai, Aleluia,
Ladainhas e rezas.
Faltou água na cuia
Os banhos no Chora-menino,
O rio bem criança,
Envelheceu, se contaminou,
Quando entrou na cidade.
Maldita poluição!
Chora dona Iaiá,
Está morrendo o rio Caiçá!
O homem de calças longas,
Sua árvore cresceu...
Vive em agonia,
Gotas de alegria!
No dia a dia,
Retorna à infância:
O amanhecer, a aurora.
É um menino que chora
No primeiro dia da escola.

sábado, 5 de junho de 2010

ISABELLA - ERROS E CONTRADIÇÕES PERICIAIS

ISABELLA


Segundo o médico alagoano George Sanguinetti, quem assassinou a criança Isabella Nardoni, morta em 29 de março de 2008, foi um pedófilo:
"Sim, quem matou Isabella foi um pedófilo. As lesões encontradas no seu órgão genital são iguais a de uma criança abusada sexualmente. Ela caiu sentada, como afirmou a perícia paulista, não teria lesões como as que ficaram em seu corpo. "

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, entrou na Justiça de São Paulo com uma Ação de Indenização por Danos Morais no valor de R$ 100 mil reais, visto que o médico Sanguinetti escreveu um livro : A MORTE DE ISABELLA NARDONI: ERROS E CONTRADIÇÕES PERICIAIS que deverá ser publicado ainda neste ano.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ


Um dia, o amanhã chegará sem manhã.

Todas as manhãs os raios de sol trazem a luz, mas haverá uma manhã - execeção com pingos de choro, grito e lamento. Todavia, o que anima é que o mensageiro da luz banha o dia de amanhã.

O amanhã do trem da vida, que vai além e espalha na estação saudade: lágrima. Ele não discrimina. Todos são escolhidos: do velho ao moço; do moço ao velho.

O relógio do trem marca a hora e bem anuncia o apito da partida.

É preciso não olvidar - devemos fazer do hoje o ÚLTIMO ADEUS, afinal, o dia de amanhã não conhecemos. Só bem sabe o Altíssimo. Vamos acordar do sono profundo, há o dia da matéria, um corpo haverá de partir.

Sim, amanhã é sem manhã. Em seu dia determinado não haverá fugitivo. Ninguém pode escapulir do instante fatal. Sendo assim, vamos colher a flor, semear a boa semente, correr, pular, brincar como criança e, para pessoa amada, enquanto houver alento dizer:


- EU TE AMO.

Antes que não haja mais tempo. O momento é agora!

Do livro Ninguém Morre, Luciano. Autor Osvaldo Abreu.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

TUAS LEMBRANÇAS

Quadro de CÂNDIDO PORTINARI




Guardei comigo as tuas lembranças,
Folhas amareladas,
Desgastadas pelo tempo.
Poderia jogá-las,
Seria desprezo meu,
Afinal, tuas pequenas coisas
São grandiosas.
Penso, a qualquer momento,
Que estás voltando,
Abrindo aquela porta
Como sempre tu fazias
E gritas:
- Cheguei.
Era uma festa a tua chegada.
O semblante banhava de sorriso!
Igual a um menino ,
Sorrias com as pequenas coisas.
Quando tu ficavas sério,
Eu indagava a meu anjo:
"O que está acontecendo."
De repente, que bom!
Fugia a tristeza na velocidade de um raio,
Um raio de sorriso surgia,
Tu retornavas a sorrir!
A nossa casa já não é a mesma...
Desde que tu partiste,
O seu cão faleceu,
O passarinho morreu,
A roseira, que tu aguava com carinho,
Perdeu as folhas
Coitada! Na primavera,
Não botou mais uma flor.
A roseira está morrendo aos poucos.
E o colibri do fim de tarde,
Que cheirava a rosa,
Não mais voltou.
O menino, que tu brincavas,
Sofreu um acidente
Já não corre mais.
Coitadinho! Pra lá e pra cá
Com a sua cadeirinha de roda.
Tudo mudou, depois que tu partiste...
O teu rádio,
Que tu varrias madrugada,
Ouvindo Dolores Duran,
Está no canto,
Esperando o teu retorno.
Já não fala
Já não chia.
O gato fofão
Já não mia,
Perdeu o grito do telhado!
Êta! Animal barulhento
Quando fazia amor!
Sem tesão, está emagrecendo.
A qualquer instante,
A má notícia.
Muitas vezes, quando a porta abre,
Vejo a tua imagem...
Loucura
Ou a chegada de teu espírito
Não sei ao certo!
Sinto a tua presença,
Um perfume chega as minhas narinas.
Nunca conheci perfume tão bom!
Sempre indago a Deus:
Por que tu foste tão cedo?
O Senhor nunca me responde.
É compreensível, há tanta gente
Fazendo pedidos.
Continuo te aguardando,
Na esperança de abraçaste,
Beijaste.
Se eu morrer na ilusão,
Não sou mais um,
Afinal, a vida é uma incógnita,
Repleta de incertezas.
Certeza maior,
A partida do último adeus.

Escrito por Osvaldo Abreu