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sábado, 11 de julho de 2009

TRAGÉDIA DO RIO CAIÇÁ


Em 2004, ocorreu na cidade de Simão Dias-SE uma grande enchente do rio Caiçá. Muitos foram os capa-bodes, habitantes de Simão Dias, que perderam suas casas. A enchente derrubou pontes de acesso à cidade, houve morte. Dona Belita, tia do senador Valadares, faleceu.


A nova administração municipal está de parabéns, determinou uma grande limpeza no rio.
DETERMINADAS TRAGÉDIAS PODEM SER EVITADAS!


sexta-feira, 10 de julho de 2009

ROUPA NOVA


Dá uma tristeza danada, você retornar à sua terra natal e observa que nada mudou e lembra da canção a Praça do cantor Ronnie Von : "A mesma praça, o mesmo jardim..." Dói mais quando percebe que tudo é igual como antes. O reverso da medalha, dá uma alegria tamanha, quando você retorna à terra em que nasceu e percebe mudanças. A chegada da Universidade, da indústria, da fábrica trazem cultura, empregos e dignidade.


Todos mortais, com raras exceções , queremos o melhor para nossa terra, nossa gente.

Muitas cidades de Sergipe estão com um semblante novo, tendo a Universidade, a indústria, a fábrica. Entre elas podemos citar: Itabaiana, Lagarto, Estância.


O interior já não é o mesmo, o jegue outrora meio de transporte, foi substituído pela moto.


É PRECISO MUDAR, VESTIR UMA ROUPA NOVA. O CONFORMISMO É ATRASO!






quinta-feira, 9 de julho de 2009

PUNIÇÃO AOS ENGANADORES

O Brasil possuI uma nova face. Já vimos juízes, promotores, advogados na cadeia, não esquecendo também de maus políticos na masmorra.
Dizer que o Código Penal só serve para punir a turma do P3, isto é, puta, pobre e preto. As exceções já estão ocorrendo.
A Legislação Eleitoral deve punir com mais rigor o político enganador, vendedor de ilusões, os chamados falsos profetas. Prometeu e não cumpriu, o político deve ser castigado. O povo merece respeito.
Se o Código Eleitoral e o Penal bem punissem os semeadores da perfídia, da falsidade, haveria mais consideração e apreço com a gente simples.

Mudar é preciso. O político que leva a coisa pública com seriedade não deve ser atirado pedras, afinal, o bem público não pertence ao político e sim, a todos.

NINGUÉM DEVE SENTIR VERGONHA DE SER HONESTO!

terça-feira, 7 de julho de 2009

A DOR DA GENTE


Hoje é um dia especial para os fãs de Michael Jackson, dia do sepultamento do Rei do Pop.

Segue um poema , elaborado pelo autor do blog,

A DOR DA GENTE

A dor que a gente sente,
Quando some um grande fruto,
Outrora uma tênue semente.
Danifica e dói a mente,
O ser perde o culto e vem o puto.

Brota uma montanha de insatisfação:
Revolta, turbilhão n'alma.
A dor dilacera o coração,
Mar grita no espírito, foge a calma.
No ser há uma grande revolução.

Há um ai, ai de sofrer e sentir
O Amado, ente querido
Não possuía a hora de ir...
Lamento do não devia ter partido.
Nada consola, escapole o rir.

A revolta é tamanha,
Até de Deus, o grande Senhor,
A gente se arranha,
Inexiste consolo do pastor,
Tudo, tudo se acanha.

A gente fica entristecido!
Deus, ó Deus, por quê?
A última viagem do ser querido.
O homem do além nada de responder
E o pássaro viajou ferido.

Correm os dias, voam as horas,
Ainda a gente fica na ilusão!
Dos olhos caem lágrimas choras
Na esperança da chegada do filho, pai , irmão.
Ó que saudade das brincadeiras de outrora.

Vem o dia, vem a tarde, chega o anoitecer,
Um esperar de a qualqueer momento
Vir o querido ser
Nas asas do instante, do vento.
Tanta ânsia pra se ver!

Nesse vai-e-vem do dia,
São tantos sonhos repletos de espera
A luz de quem tanto ria,
Suavidade e encanto da primavera.
Há n'alma um alimento de ilusão, ó quimera!
Indaga-se será que vem um dia!?

Ficamos alheios na era:
Sonhos, sonho incrível!
Adeus! Adeus, primavera,
Uma flor morre, ressuscitar é possível?
Ou será que mais uma quimera!

A gente fica na espera
Do pássaro ferido,
Passarinho de alegria e canção bela!
Existe lamúria do ter partido,
Almejando a morte da besta fera.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

UM CABRA DE LAMPIÃO

MARIA BONITA E LAMPIÃO


Seu Januário Foi cabra de Lampião. No período de 1930, tiroteio em Pão de Açuçar-AL, ele fingiu que era pedra, que morreu! Acreditaram... Ainda bem! Que não houve tempo de Lampião cortar a cabeça do vivo-morto, para sempre confundir a volante. Lampião, eta! Homem sabido, quando perdia um cangaceiro Sabiá, vinha outro com o mesmo nome. Assim confundia a polícia. O rei do cangaço era inteligente, tocador de sanfona e poeta, dançar era com ele mesmo.
Januário veio fugido para bandas de cá, povoado Apertado de Pedras. Conviveu com uma capa-bode, o primeiro amigamento não deu certo.
Januário tinha lá seus vinténs, chegando quase a um conto de réis, veio pra cidade de Simão Dias-SE montou uma bodega. E não é que a coisa deu certo. Bodega sempre cheia de homens de chapéu, a gente dos povoados fazia rancho na bodega de Seu Januário. Os homens: Uns bebiam cachaça, outros, jurubeba, leão do Norte, catuaba, casca-de-pau. De manhazinha, nos raios primeiros do sol, a bodega já estava repleta de barraqueiros, vendedores da feira do sábado em Simão Dias. Era a hora do café, café com pão, outros café sem pão, manteiga não. É preciso economizar, afinal, a feira não tinha começado. Podia dar uma chuvada e adeus mercadoria. Lá na rua do Armazém de Arnor Filipe, a enxurrada fazia arrastão, levava banana, laranja, manga, jaca, limão, abacaxi. A gente simples da zona rural voltava de caçuá vazio, sem dinheiro, sem a carne. O jeito era comer feijão com farinha. Um ovo de galinha fazia bem no angu.

O menino barriga-de-lombriga gritava:

- Pai, você trouxe meu boi de barro? O pai em lágrimas:

- Não, meu filho, Deus quis assim, a chuva levou nossas coisinhas.

Na bodega, quando o sujeito ficava bêbado e ficava enjoando, causando problema, Januário, de maneira apropriada, resolvia o problema. Chamar a polícia pra quê? Ele era soldado, sargento, capitão, delegado, claro! Em seu jeito de ser. Noutro dia, o bêbado com a cara mais sem-vergonha estava na bodega. A moral do viciado está na ponta dos pés já dizia a avô de Zé. Quem é Zé? Zé Mané da Orelha em pé.
Não é, que o elemento de nome Pedro Pio, grande jogador de dados, tentou conquistar a mulher de Januário. O homem percebeu o pisca-pisca de olhos. Pedro Pio, farejando, olhava a mulher de Januário de cabo-a-rabo. Januário manhoso só gato de hotel, um certo dia, fingiu que estava dormindo no balcão. O sujeito foi logo mexer com a mulher de quem? Logo a de Januário. Bicho besta!
Januário em seu fingimento, deixou seu revólver 38 com seis balas azedas, preparadas para o disparo. Coitado de Pedro Pio. Não hora que o sujeito trouxe os galanteiros, Januário deu-lhe um tiro na cabeça, mas pegou na orelha, se direita ou esquerda, você também quer saber demais. Chega de detalhes!
O tiro saiu sem trazer prisão. A polícia não abriu o inquérito, quando soube da verdade.
E Pedro Pio ficou caladinho da silva.
Andava pelas ruas de Simão Dias faltando um pedaço da orelha.
ASSIM, PEDRO PIO NUNCA MAIS QUIS PIAR A MULHER ALHEIA!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O GUARDA FISCAL

Nasci no Calçadão da Joviniano de Carvalho, antigamente rua Joviniano de Carvalho. Rua que tem o nome de um ex-deputado federal por várias legislaturas, avó do ex-governador de Sergipe - Celso de Carvalho. Em Simão Dias, a Exatoria Estadual ficava vizinha a relojoaria de Seu Romeu. Quase em frente a nossa casa, antiga sede do BANESE. O exator era Seu Oscar que a gente chamava Seu Oscar da Parzinha, isto na ausência, porque na presença era Seu Oscar exator.
Lá na exatoria trabalhava Seu Manoel, pai do governador Déda, Barbosa Guimarães, rei momo no clube Caycara Clube. Bom fotógrafo. Não era lampe-lampe não. A foto era dura-dura no tempo. Outros guardas , Seu Aristeu, tio do senador Antônio Valadares, Alexandre, Nélson de Bia, Carlinhos de Pedro Justino, Carlinhos de Valério, Dona Rita de Jerônimo de Santa Bárbara.
Toda essa gente não me sai da lembrança, visto que os cafezinhos e os corpos d'água eram tomados na bodega de meu pai.
O time dos fiscais foi perdendo a escalação, muitos foram convocados pelo técnico da seleção do céu, São Pedro, entre os escolhidos: Seu Oscar, Barbosa, Alexandre, Dona Rita, Aristeu Valadares, Carlinhos de Pedro Justino.
O bodegueiro também fora convocado.
Outros ficaram para contar a história: Carlinhos de Valério , Nélson de Bia, Seu Manoel.
O guarda fiscal tem agora outro nome auditor fiscal.
Os auditores fiscais estão em greve em Sergipe.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

OS IMORTAIS CAPA-BODES

Livro
Todos nós somos filhos ilustres de Simão Dias. Cada ser humano possui o seu quê de importância. O padeiro, o pedreiro, o homem do campo todos são relevantes, assim como o médico, o dentista, o advogado e alguns políticos.
Há outros que são personalidades ilustres pelas obras escritas, pelos livros.
Não se pode olvidar de PAULO DANTAS, capa-bode, nascido em Simão Dias no dia 13 de janeiro de 1922. Já falecido. Paulo Dantas era pesquisador e escritor. O autor foi premiado pela Academia Brasileira de Letras em razão de seu livro de ficção CIDADE ENFERMA, recebeu o prêmio Coelho Neto.
Jorge Barreto, pesquisador, historiador e jornalista. Livro: MINHA TERRA E MINHA GENTE, existe na Biblioteca do Memorial. Fala das famílias tradicionais de Simão Dias. Com os novos tempos, toda família é tradicional. Dê ao pobre oportunidade e verá como é ele capaz. Uma nova classe brilha em Simão Dias são os emergentes, nasceram pobres, sem dotes, não receberam heranças, mas venceram na luta do dia a dia, são dotados de capacidade e prosperidade.
Paulo de Carvalho Neto, embaixador e escritor;

Gervásio Prata ;
Joaquim Góis, um ex-soldado da volante de Sergipe, escreveu o livro: LAMPIÃO, O ÚLTIMO CANGACEIRO.

Carvalho Neto, grande jurista e escritor. Vários são os livros de Carvalho Neto entre eles; Advogados COMO VIVEMOS, COMO SOFREMOS. No Direito Penitenciário, é bem citado em todo Brasil.

O tio do governador Déda, o desembargador aposentado Artur de Oliveira Déda é escritor, sendo membro da Academia Sergipana de Letras cuja cadeira é a 28.
O poeta Edivânio Andrade, livro O PÓ E O VENTO.
Dona Bebé é grande poetisa, passou mais de 40 anos no Leprosário.


José de Carvalho Déda, avô do governador, nasceu em Paripiranga-BA, mas é considerado como filho de Simão Dias. Escreveu: Simão Dias - Fragmentos de Sua História, Formigas de Asas e Brefáias e Burundangas do Folclore Sergipano.
Outro nascido em Paripiranga é o professor Udilson que escreveu um bom livro de poesias: PALAVRAS À MEIA LUZ.

A IMORTALIDADE É MAIS ACENTUADA PELAS OBRAS!

PROMOVER CULTURA CONSTITUI ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO!